sexta-feira, 17 de junho de 2011

Querido diário..

Um dia desses, eu tava me sentindo mal, sentei num lugar qualquer e escrevi. Nem acredito que vou postar isso aqui..mas sempre existe o 'deletar' né?
20/05/2011
Apesar do sol quente por toda a cidade, me sinto no meio de uma tempestade. Apenas meus olhos enxergando através do meu coração.  A impressão que eu tenho é de que meu mundo acabou. Tão dramático, tão inexpressivo (criticamente analisando), mas não encontraria palavras melhores. Eu sinto nojo, raiva e vergonha de mim. Eu não queria nada disso, mas não tenho como negar: a culpa é minha. Eu mereço. E agora, devo parecer ainda mais idiota, sentada nas "pedras" do memorial. Não quis entrar. Não me sinto mais inclusa em nada. O vento chicoteia meus cabelos e são 15:12hrs. Fugi dos meus compromissos, não quero estar em lugar nenhum. Mas as coisas definitivamente não são como queremos. Vou para casa, as pessoas me olham esquisito aqui.
 Ana Cláudia.

A outra face


Razões que me levaram a um dia querer você. Eu ainda sei todas elas, mas não tenho certeza se valem à pena. Eu descobri que o vazio que muitas vezes chamamos de irremediável pode facilmente ser preenchido pelos amigos. Pessoas que você vai levar para toda a sua eternidade. Gente que me ama e não pede nada em troca. Gente que eu igualmente amo sem pedir nada em troca. E, eu meio que queria que você fosse assim. Mas não são as diferenças que me fazem te amar? E eu te amo como a minha ‘metade da laranja’ ou como um amigo? Inacreditável. Eu esperei toda a minha vida para deixar de te amar e quando – aparentemente- isso acontece, eu não sei se é bem o que quero.
                Às vezes eu acho que gosto da dor. Às vezes eu acho que gosto de outro alguém.       
Não posso chamar de meu algo que mentalmente nunca me pertenceu. O coração que eu tenho aqui dentro não sabe para onde ir. Aonde refugiar-se. E são coisas dentro de mim que ninguém quer ouvir. Tudo bem existem duas pessoas que verdadeiramente gostam de ouvir. E o texto de hoje, dedico a uma delas, Karina. (Leia-se Beloni) que me incentiva como ninguém a continuar escrevendo minhas besteiras. Muita obrigada mesmo.  Estarei sempre aqui para você.