terça-feira, 25 de outubro de 2011

Amando você

Eu amei você antes de saber o seu nome. Antes de conhecer a sua história. Aquele tipo de amor tão inocente e saudável, que não espera nada em troca.
Eu amei você mesmo depois de todas as coisas ruins que você já me disse. Perdoar nunca foi difícil... esquecer as palavras gritadas pela sua boca é que eram.
Eu amei você de diferentes formas, e em diferentes quantidades, mas nunca te amei menos do que infinitamente.
Eu amei você em todas as vezes que disse que te odiava.
Eu amei você mesmo com o tempo tendo passado, e tanto eu quanto você, nos tornarmos pessoas diferentes, inconsequentemente.
Eu amei você até nas horas em que eu não recebia um único gesto de carinho, nem um olhar singelo, ou apelidos engraçadinhos.
Eu amei você, sabendo que você estava com alguém do seu lado que não era eu.
Eu amei você mesmo quando você pisou em cima de todos os meus sentimentos.
Eu amei você enquanto escrevia tudo isso pensando no teu sorriso.
Eu amei você. E sempre vou amar.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Sentir

Há pessoas que entram na sua vida para um motivo específico. Mas cuidado com as pessoas que você acha que te encontraram por um motivo, e na verdade é outro. Se você não prestar atenção nos sinais, poderá ter uma decepção enorme no final da história.
E por algum motivo, normalmente por se importar mais em ser feliz do que ter a razão, você vai fazer o que acha certo sem se explicar. E é aí que você vai começar a parecer o vilão. A maioria das pessoas não vai te defender. Mas não podemos nunca esquecer de que a minoria pode tornar-se um mundo todo pra alguém. Quem não gosta de verdade, que vá embora. E quem sabe do que eu estou falando, quem sabe o que é sentir as coisas na flor da pele, fique. A gente pode ir além das nossas perspectivas. Desperdiçar seu tempo com as pessoas erradas traz culpa. Você vai saber quando tudo piorar, porque de alguma forma, você também vai achar que é o vilão. Vilão, pra mim, é só quem não consegue sentir. Quem não consegue amar alguém com quem compartilha o sangue, ou alguém com quem compartilha momentos bonitos e verdadeiros.
Não se classifique pelas coisas que fez e pelas que deixou de fazer, sinta-se orgulhoso por esse coração que se emociona, se entristece, se apaixona. As ações e as palavras podem ser esquecidas com o tempo. Mas tente fazer o mesmo com um sentimento. Posso ter errado muitas vezes, mas sei que sou capaz de amar incondicionalmente, e até hoje, isso me bastou.

domingo, 25 de setembro de 2011

Você sabe

Não vai funcionar. Talvez nunca de certo, mas olhando ao redor eu vejo que não tenho nada a perder.
Não preciso mais sentir medo, porque já aconteceu de tudo. Não preciso mais ter duvidas, pois possuo a certeza de que tudo acabou. Ou quase. Ainda não é o fim, e eu espero pacientemente ele chegar. Sinto uma queimadura estranha nas minhas veias. Veja só o que eu fiz comigo mesma. O que venho fazendo.
Sinto uma certa dor no estomago. Na garganta.
O céu está bonito hoje. Mas, imagine só. Não posso sair para senti-lo. Tenho que ficar aqui, me contentando com a visão embaçada da minha janela.  Cicatrizes. Por fora, por dentro. Em todos os lugares. Você já se sentiu assim?  Me diga como superou. Se chegou a superar. Ou se abandonou a luta.
Fazendo mal para mim. Os outros fazendo mal para mim. Eu fazendo mal a mim mesma. Preciso de algum jeito reorganizar os meus pensamentos, os meus problemas, e a minha vida. Mas principalmente, tenho que parar de fingir. Fingir que não existem planos dentro da minha mente. Porque isso não me faz bem. Você não me faz bem. E mesmo você implorando para ir, não consigo deixar. Me desculpe se você não consegue gostar de mim, mas eu, eu consigo sim. E gosto. Gosto bastante.

domingo, 18 de setembro de 2011

Destinos

Só vi como eu era deslocada quando finalmente me encaixei em alguma coisa. E agora, não há um único dia que eu não escreva. Nem que seja atrás de uma prova, ou num caderno de rascunhos. É o melhor que posso fazer para me sentir razoavelmente bem – considerando a condição em que me encontro agora. E não digam que um ano passa rápido. Existem dias que parecem nunca ter fim. Existem dias que mesmo depois de acabados eu revivo em minha mente e começa tudo de novo. Nada está longe demais quando usamos o que temos de melhor para conseguir.
Todos nós conseguimos ser fortes quando incentivados a isso. E não falo de ‘forte o suficiente’ falo daquele tipo de energia positiva, aquela força interior, que por mais que meio mundo queira, nada e ninguém vai tirar de dentro de você. Tantas vezes que já me senti traída, abusada. Eu simplesmente não sabia que o que tem valor de verdade nasce com a gente e morre com a gente.
A vingança te da uma felicidade temporária, o perdão te da felicidade para sempre. Não há motivos para julgar os outros. Quem seria eu para ditar as regras? Cada um vive no mundo que quer, e apesar do meu não ser tão bonito como antes, agora ele possui o tipo mais precioso de tesouro. Aprender a procurar o amor nos teus amigos, nos teus familiares. Não acreditar que cada pessoa nova que você conhece poderá ser o amor de sua vida. O destino já tem tudo preparado, desde que nascemos. E mesmo que por um ato de rebeldia, a gente não siga as linhas que deveriam ser traçadas, o final vai ser o mesmo, independente do percurso até lá.
Percebi que nunca é tarde demais para recomeçar. Para aprender. O gosto da vitoria no final de tudo vale todos os tropeções e pedras que tivemos pelo caminho. E eu sei que é só o começo. Tanta coisa que a vida tinha reservado para mim, e eu nem sequer imaginava. É por isso que o milagre da vida é tão bom. Podemos escolher o caminho que quisermos, mas não podemos saber o próximo passo ou a próxima curva. Mas o principal é não ficar parado no caminho com medo de continuar. Você não esta lá por mera coincidência. 

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Don't let me go


Hoje, durante a aula, recebi uma mensagem que fez pensar. Faz quanto tempo que eu não venho aqui mesmo? Se querem saber, tenho parado de escrever com a freqüência de antes, porque tenho medo do que pode sair. Ser tão feliz por um lado e tão infeliz para o outro, até agora não me gerou nenhum resultado positivo, e as palavras, que são delicadas até mesmo quando são rudes, vão mostrar como eu me sinto. Elas vão me dizer como eu estou.
Apenas garanto que não vou falar sobre coração partido. Não hoje. O que está passando na minha cabeça agora é a falta que as pequenas coisas fazem. Logo elas viram grandes coisas, logo você vê tudo que tinha – e automaticamente, tudo o que perdeu. Não consigo me adaptar em outro ambiente, e enquanto for assim, terei certeza de que não mudei. Normalmente não gosto de quem eu sou, mas não quero deixar de ser ao mesmo tempo. Me sinto tão pouco expressiva com olhares e sorrisos, mas sou razoavelmente expressiva com palavras.
Minha vida anterior agora se resume em lembranças. E em vontade. Vontade de ver os dias voando no calendário. Vontade de olhar no espelho e ver o que eu sempre vi.
Que tipo de peregrina me tornei? Me pergunto nessa noite chuvosa e melancólica. Olho para o vapor saindo do meu chá. Meus olhos estão lacrimejando por estar revelando o que sinto, ou por causa desse maldito vapor? Se eu pudesse, pegava o que estou sentindo e trancava numa gaveta á sete chaves. Os amores perdidos, os sonhos nunca alcançados.
O que eu sei, é que sempre vou reclamar. Independente da situação ou do lugar. Mas agora aprendi a valorizar. (Nota-se que rimou, mas não tive a intenção!) Coisa que nos últimos anos não passava de uma palavra. Os humanos comentem o freqüente erro de falar aquilo que não sabem. Tenho certeza que já falei, ou pensei, que só dei valor quando perdi.  É mentira. Não que eu não me importasse, mas não sabia o que era de fato perder alguma coisa. Mas agora eu sei, quem fica ao seu lado quando o por do sol vai pra não voltar por um bom tempo. Quando, apesar de você olhar para aquelas tardes calorosas, você sente frio. Que vem de dentro de você. Da sua alma. Vacas cairão do céu no dia em que eu deixar de ser dramática. Que seja.

domingo, 24 de julho de 2011

Buscando respostas

    Ultimamente eu venho sentido raiva, porque fico me deparando com esses quadrinhos em branco, que uma vez imploravam pra mim escrever neles, e hoje não me dizem bosta nenhuma. Não é que a inspiração não vem, mas eu bloqueio ela, porque só percebo exatamente o que estou sentindo depois de ler meus textos (normalmente já postados, com um monte de gente me pedindo pra quem era tal coisa.. não, isso não me incomoda, gente). E juro que nunca senti tanto medo de saber o que eu honestamente venho pensando. Estou tendo uns sonhos estranhos, mas pelo menos estou dormindo. Venho pensando em gente que a um tempo não pensava... Não quero que as coisas voltem a ser como antes. Não que agora elas estejam melhores, mas eu me sinto mais segura, de alguma forma. Com o tempo, estou descobrindo forma de desviar problemas que eu sei que não posso enfrentar sozinha. A unica pessoa que pode me ajudar nem sequer notou como está tudo agora. Como eu estou agora. Mas se o tempo é a resposta para tudo (resposta, e não solução) acho que não me resta muita coisa além de sentar e esperar. Que venha a chuva, o sol, o que for. Daqui ninguém me tira. Eu posso ser fraca, bem fraca, mas eu sou persistente. E sei que tem gente do meu lado. Por hora, pode ser, mas pelo menos tem. E sei que não devemos confiar tanto assim nas pessoas.
São só humanos. Humanos são tolos, você sabe isso, você pensa isso, mas por um tipo de tabu lançado, você não fala isso. Quer dizer... Você não sai por ai gritando o quanto humanos são idiotas, claro que não. Grite o quanto você é idiota, mas nunca fale pelos outros. (Eu faço isso e adivinhem só..me fodo). Certeza que esse é o pior texto que já fiz na vida.. só pra não ficar muito tempo sem postar mesmo. Ainda me resta um pingo de esperança de um dia postar algo realmente decente pra quem lê isso. De verdade.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Bem vindo ao subsolo

Não vai funcionar. Talvez nunca de certo, mas olhando ao redor eu vejo que não tenho nada a perder.
Não preciso mais sentir medo, porque já aconteceu de tudo. Não preciso mais ter duvidas, pois possuo a certeza de que tudo acabou. Ou quase. Ainda não é o fim, e eu espero pacientemente ele chegar. Sinto uma queimadura estranha nas minhas veias. Veja só o que eu fiz comigo mesma. O que venho fazendo a algumas semanas.
Sinto uma certa dor no estomago. Na garganta.
O céu está bonito hoje. Mas, oh, imagine só. Não posso sair para senti-lo. Tenho que ficar aqui, me contentando com a visão embaçada da minha janela.
Cicatrizes. Por fora, por dentro. Em todos os lugares. Você já se sentiu assim?  Me diga como superou. Se chegou a superar. Ou se abandonou a luta.
Fazendo mal para mim. Os outros fazendo mal para mim. Eu fazendo mal a mim mesma.