sexta-feira, 15 de julho de 2011

Escrevendo com a alma

Lágrimas quentes. Coração frio. Eu não quero acreditar. Tudo que eu sou está em um único lugar, e agora eu não pertenço mais a ele. Você não pode passar por cima de mim, já estou enterrada.
O sol vai continuar iluminando, as estrelas continuarão a aparecer de noite. Mas e eu? O que eu vou ser? Quando as lagrimas vão acabar? Alguém por favor me diga quando a dor vai passar. Porque eu não sei quanto tempo ainda vou conseguir. Sou jovem. Fraca. Insegura. Não consigo ir em frente sozinha. Não dessa vez. Me digam quando vou voltar a ter apetite. Quando vou ter fé de novo. Quando vou levantar.
Eu estou sozinha agora e ninguém ouve meus gritos. Eu quero voltar no tempo. É mentira. O silencio está aqui, as lagrimas. . Meu coração esta batendo mais devagar, ou é só uma impressão? Quantas pessoas realmente ligam pro que está acontecendo? Não venham dizer que não passamos as dificuldades sozinhos. Nascemos e morremos sozinhos. Independente de quantas pessoas estejam ao redor.
O sabor azedo de uma lagrima entrando em meus lábios. Mãos tremulas. Nariz vermelho. Descabelada. É assim que eu estou agora. E alem de tudo, escrevendo para o nada. Que não vai dar em nada. Por favor, destino. Me tire logo daqui. 

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